Lisboa é uma cidade intimamente ligada à Era dos Descobrimentos. Foi daqui que partiram algumas das mais importantes expedições marítimas da História, que levaram os navegadores portugueses a explorar novas rotas, descobrir territórios e estabelecer ligações entre continentes. Ao longo dos séculos XV e XVI, a capital portuguesa transformou-se num dos mais importantes centros políticos, económicos e comerciais da Europa.
O que fazer em Lisboa: dicas para conhecer o melhor da capital portuguesa
É precisamente esse legado que vamos descobrir neste roteiro pela Lisboa dos Descobrimentos, percorrendo monumentos, museus e locais históricos que testemunham um dos períodos mais marcantes da história de Portugal.
Conteúdo do artigo
O que foram os Descobrimentos Portugueses?
No início do século XV, Portugal procurava expandir o seu comércio, garantir o acesso direto ao ouro e às especiarias e reforçar a sua influência no Atlântico. Foi neste contexto que começaram as primeiras viagens de exploração ao longo da costa africana, dando início à Era dos Descobrimentos, que se inicia com a conquista de Ceuta, em 1415. Dom João I, decidiu iniciar a sua expansão nesta cidade, por ser um importante ponto de passagem das rotas de ouro e especiarias. A partir dessa altura, os portugueses, sob o comando do Infante Dom Henrique, a mais importante figura da expansão marítima portuguesa, iniciam as suas primeiras expedições no Atlântico.

O arquipélago dos Açores e da Madeira foram os primeiros territórios descobertos e conquistados pelos portugueses. Seguiu-se a costa de África e mais tarde, pelas mãos do navegador Vasco da Gama, os portugueses foram os primeiros europeus a estabelecer uma rota marítima direta para a Índia. Mais tarde, descobriram o Brasil e dominaram territórios como Tânger, Arzila, Goa, Orguz, Cabo Verde, Guiné, Angola, Moçambique, Timor, Macau, entre tantos outros. Os Descobrimentos acabaram por tornar Portugal no pioneiro da navegação e na maior potência do mundo entre os séculos XV e XVI.
Lisboa antes dos Descobrimentos
Antes da expansão marítima portuguesa, Lisboa já era uma cidade importante graças à sua localização privilegiada junto ao rio Tejo. Depois da conquista da cidade aos muçulmanos, em 1147, foi crescendo como centro comercial e portuário, recebendo mercadores vindos do norte da Europa, do Mediterrâneo e do Norte de África.
Apesar da sua importância, Lisboa era ainda uma cidade medieval, de ruas estreitas, muralhas e bairros densamente povoados. O porto desempenhava um papel fundamental na economia, mas nada fazia prever que, poucas décadas depois, a cidade se transformaria na capital de um império marítimo que ligaria quatro continentes.
Como os Descobrimentos transformaram Lisboa
A expansão marítima portuguesa mudou profundamente Lisboa. À medida que os navegadores regressavam de África, da Índia, do Brasil e do Oriente, a cidade tornou-se o principal centro político, comercial e financeiro do império português. Pelo porto de Lisboa chegavam especiarias, ouro, marfim, pedras preciosas, porcelanas, sedas e muitos outros produtos que eram depois distribuídos por toda a Europa.
Esta prosperidade trouxe riqueza à Coroa e permitiu investir na transformação da cidade. Durante o reinado de D. Manuel I foram construídos alguns dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, ambos em estilo manuelino, um estilo arquitetónico profundamente ligado à época dos Descobrimentos e que incorporava elementos inspirados na navegação e no mar.
Ao mesmo tempo, Lisboa consolidou-se como um importante centro de conhecimento náutico. Cartógrafos, astrónomos, pilotos e construtores navais reuniam-se na cidade para desenvolver novas técnicas de navegação, aperfeiçoar mapas e preparar as expedições que partiam rumo a territórios ainda desconhecidos para os europeus. Foi também nesta época que Belém ganhou um papel central. Situada junto ao rio Tejo e próxima do antigo Restelo, esta zona tornou-se o ponto de partida de muitas das grandes viagens marítimas portuguesas, razão pela qual concentra hoje alguns dos monumentos mais importantes ligados aos Descobrimentos.
Mais de cinco séculos depois, o legado desta época continua bem presente em Lisboa. Entre monumentos, museus e espaços históricos, é possível percorrer a cidade e descobrir como a expansão marítima portuguesa ajudou a moldar a identidade da capital e a projetar Portugal no mundo.
Belém: o coração da Lisboa dos Descobrimentos
Belém é o local onde melhor se sente o legado da Era dos Descobrimentos em Lisboa. Situado nas margens do rio Tejo, este foi o cenário de muitas das grandes expedições marítimas portuguesas e tornou-se um símbolo da época em que Portugal ligou a Europa, África, Ásia e América através do mar. Foi também aqui que a prosperidade trazida pelo comércio ultramarino se materializou em alguns dos mais importantes monumentos do país. O Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e, mais tarde, o Padrão dos Descobrimentos recordam a ambição, a coragem e o espírito de aventura que marcaram os séculos XV e XVI.
É por isso que o nosso roteiro começa em Belém. Ao longo das próximas paragens, vamos descobrir como este bairro preserva alguns dos mais importantes testemunhos da expansão marítima portuguesa e porque continua a ser o melhor lugar para compreender o impacto dos Descobrimentos na história de Lisboa e de Portugal.
Torre de Belém
O nosso roteiro inicia-se na Torre de Belém, um dos maiores símbolos de Lisboa e da expansão marítima portuguesa. Construída entre 1514 e 1520, durante o reinado de D. Manuel I, a torre fazia parte do sistema defensivo da entrada do rio Tejo, protegendo a cidade e o importante porto de Lisboa.
Mais do que uma fortaleza, a Torre de Belém tornou-se um símbolo do poder e da prosperidade alcançados por Portugal durante a Era dos Descobrimentos. Foi erguida numa época em que as viagens de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e outros navegadores tinham aberto novas rotas comerciais, trazendo riquezas que transformaram o reino e permitiram financiar algumas das mais extraordinárias obras do período.

A sua arquitetura é um dos melhores exemplos do estilo manuelino, combinando elementos góticos e renascentistas com uma rica decoração inspirada no mar e na navegação. Cordas esculpidas em pedra, esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e motivos vegetalistas recordam a ligação de Portugal aos oceanos e à expansão marítima.
Ao longo dos séculos, a Torre de Belém desempenhou diferentes funções. Além de fortaleza, serviu como posto de controlo da navegação no Tejo, farol e até prisão. Atualmente é Património Mundial da UNESCO e continua a ser um dos monumentos mais visitados de Portugal, preservando a memória da época em que Lisboa era o ponto de partida para algumas das maiores viagens da História.
Não perca:
- A imagem da Nossa Senhora do Bom Sucesso, protetora dos navegadores.
- A varanda renascentista do baluarte;
- As decorações manuelinas da fachada;
- A vista sobre o rio Tejo a partir do terraço;
Padrão dos Descobrimentos: um tributo à expansão marítima portuguesa
O Padrão dos Descobrimentos é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa e presta homenagem aos homens e mulheres que protagonizaram a expansão marítima portuguesa. Embora esteja intimamente ligado à Era dos Descobrimentos, trata-se de um monumento muito mais recente, inaugurado em 1960 para assinalar os 500 anos da morte do Infante D. Henrique, uma das figuras centrais da expansão portuguesa.
Com 52 metros de altura, o monumento foi concebido pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida. A sua forma evoca a proa de uma caravela pronta a partir rumo ao desconhecido. Na frente destaca-se a figura do Infante D. Henrique, seguida por 32 personalidades ligadas aos Descobrimentos, entre as quais Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Bartolomeu Dias e D. Afonso V.

No interior do monumento encontra-se um espaço expositivo dedicado à história da expansão marítima portuguesa. No topo existe um miradouro que oferece uma das melhores vistas sobre Belém, o rio Tejo e o Mosteiro dos Jerónimos. Em frente ao monumento destaca-se ainda a Rosa dos Ventos, um enorme mosaico em pedra oferecido pela África do Sul, onde estão representadas as principais rotas das viagens portuguesas.
Mais do que um monumento, o Padrão dos Descobrimentos é um convite para recordar uma das épocas mais marcantes da história de Portugal e compreender a dimensão das viagens que mudaram a ligação entre a Europa, África, Ásia e América.

Não perca:
- A exposição permanente dedicada aos Descobrimentos.
- O miradouro panorâmico;
- A Rosa dos Ventos em frente ao monumento;
- As esculturas das figuras históricas da expansão marítima;
Mosteiro dos Jerónimos: o grande símbolo da Era dos Descobrimentos
A pouco minutos a pé temos o Mosteiro dos Jerónimos, um dos maiores símbolos da Era dos Descobrimentos e um dos monumentos mais emblemáticos de Portugal. A sua construção foi ordenada por D. Manuel I, no início do século XVI, para assinalar a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama e celebrar a prosperidade alcançada graças ao comércio ultramarino.
O mosteiro foi erguido no local onde existia uma pequena ermida dedicada a Santa Maria de Belém, onde, segundo a tradição, Vasco da Gama e os restantes membros da sua armada passaram a noite em oração antes de partirem para a Índia, em 1497. Durante séculos, os monges da Ordem de São Jerónimo viveram neste espaço, prestando assistência espiritual aos navegadores e rezando pelo sucesso das expedições marítimas.

Grande parte da construção foi financiada através da chamada Vintena da Pimenta, um imposto cobrado sobre as mercadorias provenientes do comércio oriental, como as especiarias. Esta riqueza permitiu criar um dos mais extraordinários exemplos da arquitetura manuelina, um estilo profundamente inspirado na expansão marítima portuguesa, onde elementos como cordas, esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e motivos marítimos decoram fachadas, claustros e portais.
Atualmente, o Mosteiro dos Jerónimos é Património Mundial da UNESCO e continua a ser um dos locais mais visitados de Lisboa. Para além da sua extraordinária beleza arquitetónica, representa um dos maiores testemunhos da época em que Portugal se afirmou como uma potência marítima mundial.
Não perca:
- Os túmulos de Vasco da Gama e de Luís de Camões.
- O magnífico Claustro;
- O Portal Sul, ricamente decorado;
- A Igreja de Santa Maria de Belém;
Museu da Marinha: conhecer a ciência por detrás dos Descobrimentos
A poucos passos do Mosteiro dos Jerónimos encontra-se o Museu da Marinha, um dos melhores locais para compreender como Portugal se tornou uma das grandes potências marítimas dos séculos XV e XVI. Inaugurado em 1963, o museu preserva um vasto património ligado à história da navegação portuguesa, desde a época dos Descobrimentos até aos dias de hoje.
Ao longo da visita é possível descobrir como eram construídas as embarcações, de que forma os navegadores se orientavam em mar aberto e quais os instrumentos que permitiram explorar oceanos até então desconhecidos. Entre os destaques do acervo encontram-se modelos de caravelas e naus, cartas náuticas, instrumentos de navegação, uniformes, armas e inúmeras peças que ajudam a compreender os desafios enfrentados pelos marinheiros portugueses.
Um dos objetos mais emblemáticos do museu é a imagem de São Rafael, que acompanhou Vasco da Gama na viagem que abriu o caminho marítimo para a Índia. Esta e muitas outras peças tornam a visita especialmente interessante para quem pretende aprofundar o conhecimento sobre a expansão marítima portuguesa.
Não perca:
- A imagem de São Rafael, levada por Vasco da Gama na viagem à Índia.
- Os modelos de caravelas e naus;
- Os instrumentos de navegação utilizados pelos exploradores portugueses;
- As cartas náuticas históricas;
Museu do Oriente: o legado português na Ásia
Embora não seja um monumento da época dos Descobrimentos, o Museu do Oriente é um excelente complemento para este roteiro. As suas coleções mostram como a expansão marítima portuguesa deu origem a um intenso intercâmbio cultural entre Portugal e vários territórios asiáticos, deixando marcas que ainda hoje podem ser observadas na arte, na religião e nas tradições de ambos os lados.
Ao longo da visita é possível descobrir pinturas, porcelanas, mobiliário, têxteis, máscaras e inúmeras peças provenientes da Índia, da China, do Japão e de outras regiões da Ásia. Muitas destas obras testemunham o encontro entre diferentes culturas e revelam como os contactos estabelecidos pelos portugueses influenciaram tanto o Oriente como Portugal.
Mais do que um museu dedicado aos Descobrimentos, este espaço ajuda a compreender uma das suas consequências mais duradouras: a circulação de pessoas, conhecimentos, técnicas, produtos e expressões artísticas entre continentes. É uma visita particularmente interessante para quem pretende conhecer uma perspetiva diferente da expansão marítima portuguesa.
Não perca:
- As exposições temporárias dedicadas às culturas asiáticas.
- A coleção de arte luso-oriental;
- As peças provenientes da Índia, da China e do Japão;
- O mobiliário e a arte sacra indo-portuguesa;
Museu Nacional de Arte Antiga: a arte da época dos Descobrimentos
Embora não tenha sido construído durante a Era dos Descobrimentos, o Museu Nacional de Arte Antiga é um dos melhores locais para compreender o impacto artístico, cultural e religioso da expansão marítima portuguesa. Instalado no antigo Palácio Alvor-Pombal, reúne uma das mais importantes coleções de arte de Portugal, abrangendo obras produzidas entre os séculos XII e XIX.
A visita permite descobrir como os contactos estabelecidos pelos portugueses com África, Ásia e América influenciaram a arte, a religião e o quotidiano da época. Entre as peças mais emblemáticas encontram-se a Custódia de Belém, executada com ouro trazido por Vasco da Gama da sua segunda viagem à Índia, em 1502, e os célebres Biombos Namban, que retratam a chegada dos portugueses ao Japão e o encontro entre duas culturas.
O museu alberga ainda importantes pinturas, esculturas, mobiliário, têxteis e peças de arte decorativa provenientes de diferentes partes do mundo, testemunhando a dimensão global alcançada por Portugal durante os séculos XV e XVI.
Não perca:
- A coleção de arte indo-portuguesa.
- A Custódia de Belém;
- Os Biombos Namban;
- Os Painéis de São Vicente;
Ribeira das Naus: onde nasciam as embarcações dos Descobrimentos
Ao longo da frente ribeirinha chegamos à Ribeira das Naus, um dos locais mais importantes da Lisboa dos Descobrimentos. Foi aqui que, durante os séculos XV e XVI, funcionaram os estaleiros reais onde eram construídas, reparadas e preparadas muitas das embarcações que partiram para explorar novos territórios e abrir rotas marítimas para África, Ásia e América.

A proximidade ao rio Tejo fazia deste local um ponto estratégico para a atividade naval portuguesa. Para além da construção de caravelas e naus, a Ribeira das Naus concentrava artesãos, carpinteiros, calafates e outros especialistas responsáveis por preparar as embarcações antes de cada expedição. Este era um dos centros de inovação naval do reino e desempenhou um papel fundamental no sucesso da expansão marítima portuguesa.
Atualmente, a Ribeira das Naus transformou-se numa agradável zona pedonal junto ao Tejo. Embora os antigos estaleiros já não existam, este continua a ser um excelente local para imaginar o movimento intenso que aqui se vivia há mais de cinco séculos, quando marinheiros, mercadores e navegadores preparavam as viagens que mudariam a história de Portugal e do mundo.
Não perca:
- O passeio junto ao rio Tejo;
- A reconstrução da antiga rampa de acesso ao rio, que recorda a função histórica deste espaço;
- As vistas sobre o estuário do Tejo e a margem sul.
Praça do Comércio: o centro do poder e do comércio do império
O nosso roteiro termina na Praça do Comércio, um dos espaços mais emblemáticos de Lisboa. Embora a praça atual tenha sido construída após o Terramoto de 1755, este local corresponde ao antigo Terreiro do Paço, que durante a época dos Descobrimentos era o centro político, administrativo e comercial do reino.
Foi aqui que se localizava o Paço da Ribeira, residência dos reis portugueses, bem como importantes instituições ligadas à expansão marítima, como a Casa da Índia. Era neste espaço que chegavam muitas das mercadorias provenientes de África, da Índia, do Brasil e do Oriente, sendo organizadas, taxadas e distribuídas para os mercados portugueses e europeus. O antigo Terreiro do Paço tornou-se, assim, o coração económico do império português. As riquezas trazidas pelas armadas ajudaram a transformar Lisboa num dos mais importantes centros comerciais da Europa, atraindo mercadores, diplomatas e viajantes de diferentes partes do mundo.

Hoje, a Praça do Comércio continua a ser um dos locais mais emblemáticos da cidade. Ao terminar aqui este roteiro, é fácil imaginar o movimento que outrora enchia esta zona ribeirinha, onde navios carregados de especiarias, ouro, porcelanas e outros produtos exóticos chegavam diariamente, testemunhando o papel de Lisboa como capital de um império que se estendia por vários continentes.
Não perca:
- O Arco da Rua Augusta;
- A estátua equestre de D. José I;
- As vistas sobre o rio Tejo;
- O percurso junto à frente ribeirinha que liga a Praça do Comércio à Ribeira das Naus.
Porque vale a pena fazer um roteiro pela Lisboa dos Descobrimentos?
Explorar a Lisboa dos Descobrimentos é muito mais do que visitar alguns dos monumentos mais famosos da cidade. Este roteiro permite viajar até à época em que Portugal se tornou uma das maiores potências marítimas do mundo e compreender como a expansão portuguesa transformou Lisboa numa capital cosmopolita, aberta ao comércio, à ciência e às novas culturas.
Ao longo do percurso, cada paragem revela uma parte desta história. Do Mosteiro dos Jerónimos à Torre de Belém, passando pelo Padrão dos Descobrimentos, pelo Museu da Marinha e por outros locais históricos, é possível descobrir onde partiram algumas das mais importantes expedições marítimas e perceber de que forma a riqueza proveniente do comércio ultramarino ajudou a moldar a cidade.
Este é também um roteiro acessível e fácil de fazer, ideal para quem visita Lisboa pela primeira vez ou para quem deseja conhecer a cidade através de uma perspetiva histórica. Mais do que admirar monumentos, este percurso convida-o a compreender o legado dos Descobrimentos e a descobrir como um pequeno reino europeu se projetou para o mundo a partir das margens do rio Tejo.
Dicas para fazer o roteiro de Lisboa dos Descobrimentos
Duração: reserve entre meio dia e um dia inteiro, consoante pretenda visitar apenas os monumentos ou também os museus.
Distância: o percurso principal concentra-se em Belém, pelo que pode ser feito facilmente a pé. Se incluir locais como o Museu Nacional de Arte Antiga ou a Praça do Comércio, conte com cerca de 6 a 8 km no total ou utilize os transportes públicos entre algumas paragens.
Melhor altura: a primavera e o outono são as melhores épocas para fazer este roteiro, graças às temperaturas amenas. No verão, procure visitar os monumentos logo pela manhã para evitar as filas e o calor.
Ideal para: quem visita Lisboa pela primeira vez, apaixonados por história, famílias e todos os que querem compreender o papel de Portugal na Era dos Descobrimentos.
Com crianças: o roteiro combina monumentos, museus interativos e amplos espaços ao ar livre, como os jardins de Belém e a zona ribeirinha, tornando a visita mais agradável para os mais novos.
Bilhetes: se pretende visitar o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém ou o Museu da Marinha, compre os bilhetes antecipadamente, sobretudo na época alta, para evitar longas filas de espera.
Um roteiro perfeito para fazer a pé
Este roteiro foi pensado para ser feito de forma sequencial, acompanhando a frente ribeirinha de Lisboa e permitindo descobrir alguns dos locais mais emblemáticos da Era dos Descobrimentos sem grandes desvios.
O percurso começa na Torre de Belém e segue até ao Padrão dos Descobrimentos, ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Museu da Marinha. A partir daí, continua em direção ao Museu do Oriente e ao Museu Nacional de Arte Antiga, terminando junto ao rio, na Ribeira das Naus e na Praça do Comércio, onde se encontrava o antigo Terreiro do Paço, centro político e comercial do império português.
Percurso sugerido:
Torre de Belém → Padrão dos Descobrimentos → Mosteiro dos Jerónimos → Museu da Marinha → Museu do Oriente → Museu Nacional de Arte Antiga → Ribeira das Naus → Praça do Comércio
Se preferir encurtar a caminhada, pode utilizar o elétrico 15E ou outro transporte público entre Belém e o centro de Lisboa. No entanto, para quem gosta de caminhar, seguir pela frente ribeirinha é uma excelente forma de apreciar a cidade e perceber como o rio Tejo foi determinante para a história dos Descobrimentos.
Dica Descobrir Viajando: Se fizer este roteiro durante a manhã, aproveite para almoçar em Belém antes de seguir para o centro da cidade. Se preferir começar mais tarde, termine o percurso na Praça do Comércio ao final da tarde e desfrute do pôr do sol junto ao rio Tejo.
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