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Descobrir o Museu Bellver em Sevilha

Museu ellver

O Museu Bellver em Sevilha, também conhecido como Casa Fabiola, localiza-se numa casa palaciana, do século XVI situada na Calle Fabiola, em pleno bairro de Santa Cruz. Este é um pequeno museu dedicado à pintura costumbrista andaluza e popular mas possuindo também magníficos exemplares de esculturas.

Descobrir os Museus de Sevilha

O espólio do museu pertenceu ao colecionador de arte Mariano Bellver, tendo mais de 500 peças, que este doou à Câmara Municipal de Sevilha. Este espaço museológico abriu portas em 2018 e ao longo de 13 salas de exposição é possível ver as 567 obras de arte, que estão divididas em secções distintas.

Casa Fabiola

A Casa Fabiola, como já referi anteriormente, é um palacete do século XVI, que pertencia aos Marqueses de Rios. Esta é uma casa típica sevilhana com um grande pátio central, uma bela galeria que funciona como claustro, uma gigante escadaria de mármore branco e várias salas nobres.

Atualmente pertence à Câmara Municipal de Sevilha, que a adquiriu em 2016 para instalar a coleção de Mariano Bellver.

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Salas de Exposição

No pátio à volta do qual estão algumas das salas de exposição é possível encontrar várias estátuas mitológicas em mármore, nomeadamente o Anjo Caído, assim como os bustos do casal Bellver.

Anjo Caído no Museu Bellver em Sevilha
Anjo Caído

Salas de Exposições Temporárias

Salas de Pinturas românticas de Sevilha (1830-1860)

Sala 1 – Pintores e Viajantes

Os pintores estrangeiros tiveram um papel fundamental na transformação da pintura romantica na Península Ibérica. Por volta de 1830, vários pintores, nomeadamente ingleses e franceses, percorreram a Andaluzia captando nas suas telas imagens, personagens e cenas populares. Nesse sentido, é fácil perceber que foram estes viajantes que estabeleceram novos temas, que vieram a caracterizar o romantismo andaluz. Mas além do interesse em novos temas como a paisagem e personagens populares, a habilidade destes pintores e o uso de cores mais suaves deixaram a marca nos artistas locais, o que mudou para sempre a pintura na Andaluzia.

Museu Bellver em Sevilha
Sala 2 – Costumbrismo Romântico

A partir do primeiro terço do século XIX há um crescente interesse pelo folclore, tanto na arte como na literatura como na música, uma tendência conhecida como costumbrismo. Durante o século XIX, este novo género passou a ser utilizado por vários pintores sediados na Andaluzia, fazendo parte de um grupo diferente no panorama artístico espanhol da época.

Camino de la feria de Andrés CortésAguilar no Museu Bellver em Sevilha
Camino de la feria de Andrés CortésAguilar

Já no segundo terço do século XIX e promovido pelo romanticismo, os artistas pintavam os homens assim como, os hábitos característicos da região, onde o folclore era uma componente fundamental. Contudo, as pinturas nunca faziam alusão às diferenças sociais nem aos problemas da sociedade. Ou seja, as pinturas eram alegres, delicadas e vivazes.

Museu Bellver
Obras de Costumbrismo Romântico

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Sala 3 – Paisagens Românticas

Os pintores românticos de Sevilha evoluíram gradualmente para as pinturas de paisagem dada a forte influência das escolas europeias. E depressa a pintura de paisagens se tornou uma das características diferenciadoras das pinturas de Sevilha.

Obras Paisagens Românticas
Obras Paisagens Românticas
Sala 4 – Pintores académicos em Sevilha

As novas contribuições da pintura romântica foram também associadas ao estilo mais tradicional, sobretudo ao barroco espanhol. De notar que as crianças também tiveram um lugar de destaque em muitos quadros de pintores costumbristas, geralmente em quadros onde são retratadas cenas do quotidiano. Por esta altura, também os retratos se tornaram famosos, provavelmente devido aos clientes destes artistas, que eram sobretudo da aristocracia.

Santo Tomás de Villanueva de  José de la Vega Marrugal
Santo Tomás de Villanueva de José de la Vega Marrugal

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Salas de Pintores Sevilhanos em Roma e Paris (1870-1895)

Sala 5 – Garcia Ramos

José Garcia Ramos pertenceu a uma geração de pintores sevilhanos que tiveram como mestre Eduardo Cano e que foi aperfeiçoando a sua técnica em longas estadias em Roma. O ponto de partida de Garcia Ramos foi a pintura académica com raízes românticas mas com o tempo passado em grandes centros de arte europeus acabou por trazer para o seu trabalho o costumbrismo tardio. Dado o seu magnífico trabalho acabou por se tornar o mais famoso pintor do seu tempo.

Sala 6 – A Saga de Jiménez Aranda

José Jiménez Aranda foi um pintor e ilustrador que se destacou com pinturas que retratavam cenas em ambientes interiores. Este novo estilo era denominado estilo casacón, e tanto retratava paisagens assim como temas religiosos. Começou os seus estudos na Escola de Belas Artes em Sevilha mas cedo deixou a cidade para acabar os seus estudos em Roma. Tendo sido em Roma que se iniciou no estilo casacón, onde se destacou pela sua técnica. Acabou por se tornar um pintor de renome internacional devido vários sucessos conseguidos com o seu trabalho.

Obras de Jiménez Aranda
Obras de Jiménez Aranda
Sala 7 – Pintores Andaluzes na Itália

Na segunda metade do século XIX os pintores da escola de Sevilha começaram a sentir a necessidade de introduzir novos temas. Assim, muitos viajaram para a Itália, nomeadamente para Roma de forma a entrarem nos círculos académicos europeus. E a verdade é que conseguiram aproveitar as oportunidades que foram surgindo, algo possível de perceber através de vários elementos presentes nos seus trabalhos.

Salas de Exposição – A Constante do Costumbrismo

Sala 8 – A persistência do Costumbrismo (1870-1900)

No Antigo Salão de Baile da Casa Fabiola é possível encontrar um espaço onde o luxo e a ostentação se destacam. Nas suas paredes é possível encontrar uma série de pinturas de importantes pintores desta época. Destaque ainda para o magnífico mobiliário francês assim como outras artes decorativas belíssimas que ali estão expostas.

Salão de Baile da Casa Fabiola
Salão de Baile da Casa Fabiola

Salas de Exposição – Arte Sacra

Sala 9 – Escultura e Pintura Religiosa

Esta sala pretende recriar uma capela doméstica, com a diferença que aqui estão expostas obras de arte únicas que dificilmente encontraríamos juntas noutra capela qualquer. O grande destaque vai para a a imagem da Virgem, do século XVI, pertencente à escola castelhana e que está exposta num belo retábulo, onde estão colocadas outras magníficas obras de arte. Outro dos destaques desta sala é o conjunto de esculturas de diferentes iconografias e que datam do século XVII e XVIII.

Retablo de la Virgen de la Alcachofa, obra anónima del siglo XVI.
Retablo de la Virgen de la Alcachofa, obra anónima del siglo XVI.
Sala 10 – Esculturas Devocionais

Com a contrarreforma as esculturas devocionais do Menino Jesus acabaram por se tornar uma constante, pois passa a haver uma exaltação visível da humanidade de Cristo. Além disso, a infância de Jesus passou a ser usada com um duplo propósito, o de piedade e o de ensino. Nesta sala é possível encontrar várias representações de Jesus Cristo, sendo na sua maioria obras do século XVII. Mas existem outras esculturas no local, nomeadamente de São João Batista quando criança.

Esculturas Devocionais de Jesus Cristo
Esculturas Devocionais de Jesus Cristo

Salas de Exposição – Paisagens na Escola de Sevilha

Sala 11 – A Escola Alcalá

Manuel Ussel de Guimbarda reuniu um conjunto de pintores, criando a Escola Alcalá, também conhecida como a Escola Paisagística de Alcalá. Muitos destes artistas criaram autênticas obras de arte com paisagens como inspiração.

Sala dedicada à Escola Alcalá
Sala dedicada à Escola Alcalá
Sala 12 – Visões de Sevilha

Surgem depois vários artistas que utilizavam a cidade de Sevilha e os seus quadros como inspiração para as suas pinturas. Um dos pintores que mais se destacou na forma como interpretava a paisagem sevilhana foi Manuel Garcia Rodríguez, como é possível ver no conjunto de pinturas que dedicou ao Real Alcazár de Sevilha.

Obras com Visões de Sevilha
Obras com Visões de Sevilha

Salas de Exposição – Esculturas

Sala 13 – Esculturas

A escultura é uma das artes plásticas que o artista utiliza para se expressar através dos volumes e das formas. Além de vários trabalhos de cariz religioso é possível encontrar nesta sala várias esculturas em mármore pertencentes à escola europeia, nomeadamente à italiana.

Sala de Esculturas
Sala de Esculturas

Como vê o Museu Bellver em Sevilha é um espaço absolutamente maravilhoso e cheio de história para ser descoberta.

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