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Descobrir o Museu do Chiado

MNAC - Museu do Chiado

O Museu do Chiado é o Museu Nacional de Arte Contemporânea, tendo sido um dos primeiros museus de arte contemporânea do mundo. Criado em 1911 o seu objectivo é mostrar o melhor da arte portuguesa desde 1850 até à actualidade.

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O Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC)

O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado foi fundado em 1911, mas em 1975 foi severamente danificado no terramoto que ocorreu na cidade de Lisboa. Mais tarde, em 1988, foi assolado com o grande incêndio que ocorreu no Chiado. Nesse sentido, foi necessário proceder a uma grande reforma, que ficou a cargo do arquitecto francês Jean-Michel Wilmotte. O novo Museu do Chiado foi reinaugurado em 1994.

MNAC - Museu do Chiado
Uma das salas do MNAC

O MNAC resulta da divisão do antigo Museu Nacional de Belas Artes. Este foi dividido no Museu Nacional de Arte Antiga, com obras até 1850 e no Museu Nacional de Arte Contemporânea, com obras a partir de 1850 até à atualidade. Decidiu-se colocar o MNAC no Convento São Francisco da Cidade, por este se localizar junto das tertúlias frequentadas pelas gerações de artistas representados no museu.

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O MNAC é um museu de paragem obrigatória para qualquer bom amante de arte, mas sobretudo para os amantes da arte portuguesa. O seu objectivo é sem dúvida chegar a diversos públicos, de diferentes faixas etárias e vários níveis de literacia.

Aqui é possível encontrar uma exposição permanente, exposições temporárias, assim como um vasto programa de encontros. Nestes encontros, realizados com coleccionadores, artistas, historiadores e até cientistas, pretende-se alargar o leque da oferta assim como do público que visita o museu.

MNAC
Estátua de Mármore de José Simões de Almeida – “D. Sebastião”

Missão do MNAC

  • Investigar e mostrar mais sobre a criação artística desde 1850 até hoje. Investindo em artistas não tão conhecidos, sem nunca esquecer os artistas de renome;
  • Potenciar o conhecimento do contexto em que as obras foram concebidas, relacionando a arte, a história, o pensamento, a ciência assim como a vida quotidiana;
  • Criar condições para o diálogo entre a MNAC e outras coleções independentemente da sua origem, de forma a contribuir para o aprofundamento do conhecimento da Arte;

MNAC entre 1911 e 1994

O primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea foi o pintor Carlos Reis. Mas o seu trabalho foi bastante discreto até porque este mantinha uma posição conservadora em relação aos artistas radicados em Paris. Algo que se manteve quando o pintor Columbano Bordalo Pinheiro assumiu o cargo, em 1914. Columbano Bordalo Pinheiro durante o seu mandato manteve o conservadorismo mas ampliou de forma significativa o museu. Depressa as vozes da geração modernista sediada na Brasileira do Chiado se começaram a manifestar.

MNAC
Pintura a óleo de Columbano Bordalo Pinheiro – “O Grupo do Leão”

Só quando, em 1929, o pintor Adriano Sousa Lopes, assumiu o comando, se começou a introduzir moderadamente algumas obras modernas. Ou seja, Adriano Sousa Lopes acabou por se mostrar um director mais ousado, capaz de permitir que a geração mais modernista conseguisse o seu espaço e começasse a expor o seu trabalho. Mas é também por esta altura que o museu começa a adquirir esculturas importantes de Rodin, Bourdelle e Joseph Bernard.

MNAC
Estátua de Bronze de António Soares dos Reis – “Cabeça do Preto”

O Museu sofre uma importante remodelação quando em 1945, o escultor Diogo Macedo assume o cargo de director. Essas remodelações passam por ampliação do espaço assim como a abertura diária do museu ao público. Mas também é posto em prática um programa de exposições temporárias e ainda são feitas monografias dos artistas representativos da coleção.

Ainda assim o Museu continua a receber duras críticas por manter um perfil desatualizado e conservador quando comparado com outros museus espalhados pela Europa. Algo que se manteve nos anos seguintes e que acabou por levar à decadência do museu.

MNAC após 1994

Quando em 1988 o Chiado sofre um incêndio e ainda que este não tenha danificado o museu, foi decidido retirar as obras do local e repensar todo o projecto. Neste contexto surge uma proposta francesa de renovação do espaço. Assim, o arquitecto francês Jean-Michel Wilmotte em parceria com a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva remodelam o local, tornando-o no que ele é hoje.

Ou seja, o projecto pretendeu integrar os espaços de relevância histórica que já existiam, com uma linguagem neomoderna. Assim, utilizaram-se materiais e cores modernas e obtiveram-se amplas salas com passagens suspensas e grandes paredes. O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado reabriu portas em 1994, quando Lisboa era a Capital Europeia da Cultura.

MNAC - Museu do Chiado
As instalações neomodernas

Mas a falta de espaço tem sido o grande problema deste museu, que tem lutado para mostrar ao público o melhor da arte portuguesa. Mesmo com a ampliação em 2015 para o edifício do lado tem sido difícil conseguir trabalhar com a falta de espaço. Assim, decidiram mostrar, em carácter rotativo, núcleos da coleção, fazendo com que consigam dar contam do crescente aumento do seu espólio.

O que ver no MNAC

Ao visitar o MNAC – Museu do Chiado encontrará um espólio repleto de arte dos principais movimentos desde a segunda metade do século XIX até à atualidade.

Espólio esse composto por pinturas, esculturas, fotografias, esboços e gravuras, de todos os grandes nomes da arte moderna e contemporânea portuguesa. Nomeadamente, Almada Negreiros, Bordalo Pinheiro, Paula Rego, Mário Cesariny, entre tantos outros. No total temos cerca de 5000 obras de artistas portugueses mas também obras de alguns artistas franceses.

MNAC
Escultura de terracota policromada de Ernesto Canto da Maia – “Adão e Eva”

Ou seja, ao visitar o Museu do Chiado encontrará uma exposição permanente que é a mais importante coleção de arte nacional. Já as exposições temporárias centram-se nas retrospectivas de artistas ou movimentos importantes nacionais e internacionais.

Atualmente a programação incluiu um ciclo de palestras, debates e visitas, uma exposição colectiva, uma exposição e respectiva conferência assim como várias exposições temporárias.

Uma outra vertente que ganhou lugar, após o início da pandemia foram as Conferências on-line, onde foi dada voz a vários académicos especializados em vários ramos da arte, assim como o curso de desenho e pintura. É ainda possível fazer várias visitas virtuais gratuitas

Onde se localiza o MNAC e outras informações

O MNAC está no centro histórico de Lisboa, na zona do Chiado. Localiza-se na Rua Serpa Pinto, no Antigo Convento de São Francisco da Cidade.

Como o MNAC está a poucos metros do Largo do Chiado, poderá sempre ou utilizar o metro até aí ou até o Elétrico 28.

HorárioContactosPreço
10h-18h+351213432148
museuchiado@mnac.dgpc.pt
4.5€ adultos
grátis crianças até 12 anos

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24 thoughts on “Descobrir o Museu do Chiado
  1. Wow, entrei nesse artigo por acaso pois achei o nome super diferente e fiquei curiosa…
    E tenho que confessar que ainda bem que entrei e Li!
    Um artigo fascinante sobre esse local que eu nunca havia ouvido falar….
    Agora ele já entrou na minha lista! Muito obrigada por dividir conosco as suas dicas!

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