Museu Pio Cristão
O Museu Pio Cristão foi fundado pelo Papa Pio IX, em 1854, e criado por Giuseppe Marchi e Giovanni Battista de Rossi. Serve para abrigar diversas relíquias da antiguidade cristã, encontradas nas escavações às catacumbas. Actualmente, é constituído por duas zonas distintas, a primeira inclui monumentos arquitectónicos, esculturas e mosaicos, com particular destaque para a colecção de sarcófagos. A segunda, engloba diverso material epigráfico.
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| Mosaicos das Termas de Carcalla |
A imagem do Bom Pastor é a mais comum das representações simbólicas de Cristo, onde é mostrado um jovem carregando um cordeiro à volta do pescoço.
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| Escultura O Bom Pastor |
O sarcófago “dogmático” é um sarcofago romano, do séc. IV, que terá sido encontrado aquando da reconstrução da Basílica de São Paulo Fora dos Muros e representa um dos exemplos mais importante, juntamente com o sarcófago de Junius Bassus, da escultura cristã na era de Constantino.
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| Sarcófago Dogmático |
O sarcófago de Junius Bassus é datado de 359 e nele podemos ver retratadas cenas do Antigo e do Novo Testamento, cenas essas que estão extremamente ricas em detalhes.
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| Sarcófago do Paleocristianismo de Junius Bassus |
Museu Gregoriano Profano
O Museu Gregoriano Profano foi fundado pelo Papa Gregório XVI, em 1844 e nele encontramos peças, na sua maioria descobertas em escavações feitas nos Estados Pontífices. Este museu documenta vários momentos e temas da arte clássica, que vai desde a Grécia Antiga até à Era Imperial Romana. Este encontra-se dividido em várias secções, que englobam uma secção dedicada às esculturas gregas originais, outra dedicada a cópias de originais de esculturas gregas feitas na Era Imperial Romana, entre outras. Não nos foi possível visitar este museu, uma vez que este estava em remodelações.
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| Parte do Museu Gregoriano Profano |
Museu Filatélico e Numismático
O Museu Filatélico e Numismático é a mais recente colecção dos Museus do Vaticano, tendo sido inaugurado em 2007.
Aqui podemos encontrar todos os selos e moedas da Cidade do Vaticano, desde o momento do seu aparecimento, em 1929 até à actualidade. E ainda abriga uma vasta colecção filatélica de ex- Estados Pontífices. Ou seja, o museu encontra-se dividido em duas áreas distintas, a secção filatélica com todos os selos (que se encontram divididos por períodos do pontificado, desde Pio XII a Bento XVI), cartões, postais e aerogramas, podemos também ver blocos, cilindros, pratos e outro material de impressão. A outra secção é a secção numismática onde se encontram as moedas de 1929 a 2001, as moedas comemorativas de 1979 a 2001, as moedas a partir de 2001 (já em euros) e ainda moedas do Ano Santo.
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| Vários Selos do Papa João Paulo II |
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| Postais |
Pinacoteca
A Galeria de Arte do Vaticano surge em 1817, quando um grande número de pinturas chegou ao Vaticano. Mais tarde, em 1932, o Papa Pio XI, pediu a Luca Beltrami, que projectasse um edifício que servisse para armazenar e expor a colecção de quase 500 obras de arte, reunidas pelo papado desde 1790. Estas obras, que são de períodos que vão desde o séc. XII até ao séc. XIX, encontram-se distribuídas por 18 salas e onde podemos encontrar obras primas de vários mestres. Nomeadamente, de Giotto, Rafael, Leonardo da Vinci, Veronese, Caravaggio, entre outros.
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Madonna col Bambino e i SS. Onofrio, Nicola, Bartolomeo e Giovanni Evangelista, de Giovanni Bonsi na Sala Nicolò e Giovanni |
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| Incoronazione Marsuppini, de Filippo Lipi na Sala Beato Angelico |
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| Gruppo di Angioletti, de Melozzo da Forlì na Sala Melozzo da Forlì |
Museu Egípcio Gregoriano
O Museu Egípcio Gregoriano foi fundado pelo Papa Gregório XVI, no ano de 1839. Nele podemos encontrar uma vasta colecção de artefactos do Antigo Egipto, que englobam papiros, múmias, sarcófagos, inscrições hieroglíficas, entre outros. O Museu é composto por nove salas distintas e um terraço e ainda numa das salas encontramos artigos da Mesopotâmia, Síria e Palestina.
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| Fragmento de um sarcófago |
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| Sarcófago de Anet |
Museu Pio Clementino
O Museu Pio Clementino foi fundado em 1771, pelo Papa Clemente XIV. Inicialmente era composto por obras do Renascimento e Antiguidade e mais tarde foi ampliado pelo seu sucessor o Papa Pio VI, com obras gregas e romanas. É composto por várias salas e um pátio interno e a visita inicia-se no Vestíbulo Quadrado, onde podemos encontrar o Gabinete do Apoxiômenos, que alberga a cópia romana, de mármore, de um atleta, de Lisipo.
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| Escultura de atleta romano, de Lisipo |
Encontramos também a Sala dos Animais, criada pelo Papa Pio VI, onde podemos encontrar diversas esculturas romanas zoomórficas, onde os animais são os protagonistas.
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| Uma das alas da Sala dos Animais |
Outra das salas deste museu é a Sala da Rotunda, cujo nome deriva da sua fantástica cúpula, imitando o Panteão, projecto de Michelangelo Simonetti. À volta da sala encontramos vários nichos, onde encontramos diversas estátuas e ainda alguns bustos. No centro da sala encontramos uma enorme bacia de pórfiro vermelho.
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| Parte da Cúpula |
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| Parte da Sala Rotunda |
Museu Gregoriano Etrusco
O Museu Gregoriano Etrusco foi fundado pelo Papa Gregório XVI e abriga artigos que terão sido utilizados por um antigo povo que habitou a península itálica antes dos romanos (os Etruscos) e que foram encontrados durante escavações feitas nesse local. O acervo engloba peças em cerâmica e em vários metais preciosos, que datam do séc. IX a.C. ao séc. I a.C.. É composto por várias salas, cada uma delas dedicada a diferentes artigos.
A Sala I é composta por material da Idade do Ferro de Etruria e Lazio e ainda por material arcaico do séc. VI e VII a. C.. Nela podemos ver um antigo carro, encontrado no final do séc. XVIII e que entrou na colecção do Vaticano em 1804.
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| Carro na Sala I |
Na Sala III encontramos vários afrescos com cenas do Antigo Testamento e ainda a escultura Marti di Todi, uma das mais raras esculturas que sobreviveu até à actualidade. Este não é mais que a representação de um guerreiro e a sua inscrição indica que esta estátua foi um presente dado a Ahal Trutitis.
Galeria das Tapeçarias
A Galeria das Tapeçarias é composta por diversos tapetes expostos nas paredes, que são decorados com cenas da vida de Cristo, à esquerda, e da vida do Papa Urbano VIII, à direita. Estes bonitos tapetes foram feitos por alunos do fantástico artista renascentista Rafael, em Bruxelas, a mando do Papa Clemente VII. Tendo sido expostos pela primeira vez na Capela Sistina, no ano de 1531 e passando a ocupar o seu lugar na Galeria a partir de 1838.
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| Perspectiva da Galeria das Tapeçarias |
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| Pormenor do fantástico tecto da Galeria das Tapeçarias |
Galeria dos Mapas
A Galeria dos Mapas foi mandada fazer pelo Papa Gregório XIII e resulta do trabalho de vários artistas, como Jerome Muziano, Cesare Nebbia, Paulo e MAtthijs Bril, Giovanni Varese e Antonio Danti, que terão seguido as indicações do geógrafo Ignazio Danti. O corredor tem cerca de 120 metros e nele vamos encontrando 40 mapas com frescos, que representam regiões italianas e propriedades da papais daquela época. Mas a verdade é que a maior parte das pessoas que aqui passa esquece o verdadeiro motivo desta sala, pois fica absolutamente encantado com o magnífico tecto abobado, de estilo renascentista.
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| Fantástico tecto abobádo |
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| Um dos Mapas da Galeria |
Apartamento do Papa Pio V
O Apartamento do Papa Pio V, é composto por uma galeria, duas pequenas salas e uma capela. Foi construído para servir de aposento ao Papa Pio V e nele encontramos expostos uma série de tapetes flamengos decorados, dos séc. XV e XVI. Numa das salas podemos encontrar uma vasta colecção de cerâmica, encontrada nos Palácios e outras propriedades do Vaticano e na outra sala está uma fascinante colecção de mosaicos, feitos em Roma, no final do séc. XVIII.
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| Abóbada da Capela do Apartamento de Pio V, de Vasari e Zucarri |
Sala da Imaculada Conceição
A Sala da Imaculada Conceição resulta da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854, pelo Papa Pio IX. Para comemorar esse facto, este mandou o mais famoso italiano da época, Francesco Podesti, fazer um ciclo de frescos com esse tema. Ou seja, nesta sala encontraremos os frescos Proclamação do Dogma, A Coroação da Virgem por Pio IX, entre outros.
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| Pormenor da Sala da Imaculada Conceição |
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| Altar na Sala da Imaculada Conceição |
Quartos de Rafael
Os quatro quartos de Rafael formam um conjunto de salas, que serviam de recepção para os apartamentos papais, no Palácio do Vaticano. Originalmente, foram concebidos para servir como apartamentos para o Papa Júlio II. Estas salas são famosas pelos seus belos frescos, pintados por Rafael e os seus alunos e que demoraram cerca de 16 anos a ficarem prontos.Na Sala de Constantino encontramos painéis que retratam quatro acontecimentos do triunfo da fé cristã e o seu magnífico tecto é obra de Tommaso Laurenti. O seu nome surge associado a Constantino, pois foi este que reconheceu o cristianismo e este local servia para a recepção e cerimónias oficiais.
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| Parte do Tecto, de Tommaso Laurenti |
A Sala Heliodoro foi pintada entre 1511 e 1514 e nela encontramos representadas cenas do Antigo Testamento, que pretendem mostrar a protecção de Deus sobre a Igreja e simbolicamente representar o trabalho político efectuado pelo Papa Júlio II, na libertação de Itália da invasão dos franceses. Aqui decorriam as audiências privadas do Papa.
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| Pormenor do Tecto da Sala Heliodoro |
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| Encontro de Leão, o Grande, com Átila, de Rafael e Giulio Romano |
Na Sala da Segnatura podemos ver retratada a harmonia entre os espíritos da Antiguidade e do Cristianismo, através do frescos mais famosos de Rafael. Inicialmente, esta sala era utilizada pelo Papa Júlio II como biblioteca e escritório particular e mais tarde sob o comando do Papa Leão X passou a ser usada como uma pequena sala de estudo de música.
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| Tecto da Sala da Segnatura com uma ilustração do Monte Pernaso |
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| A Disputa do Santíssimo Sacramento, de Rafael |
Na Sala do Incêndio no Burgo podemos ver frescos que pretendem ilustrar as aspirações políticas do Papa Leão X, através de acontecimentos vividos por dois Papas anteriores, Leão III e Leão IV. O magnífico tecto foi ilustrado por Perugino e ilustra actos do tribunal do Vaticano. Este local foi utilizado pelo Papa Júlio II para as reuniões do tribunal da Santa Sé, já o Papa Leão X utilizou esta sala como sala de jantar.
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| Fogo no Burgo, de Rafael |
Capela de Urbano VIII
A Capela de Urbano VIII deve o seu nome ao Papa Barberini que a utilizava como uma capela privada. Encontra-se ricamente decorada, com vários estuques dourados e possui ainda magníficos frescos de Pietro Cortona.
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| Fantástico Tecto da Capela de Urbano VIII |
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| Imagem do Papa Urbano VIII |
Apartamento Borgia
O Apartamento Borgia é composto por seis salas monumentais e foi criado para servir de residência ao Papa Alexandre VI e a sua família. O trabalho de decoração foi deixado a cargo de Pinturicchio e os seus auxiliares. Durante o séc. XIX, o apartamento tornou-se a biblioteca do Cardeal Angelo Mai.
Actualmente, neste local podemos encontrar parte da Colecção de Arte Religiosa Moderna.
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A Disputa de Santa Catarina de Alexandria com os Filósofos diante do Imperador Massimino |
Museu da Biblioteca do Vaticano
A Biblioteca do Vaticano são uma das mais complexas e articuladas secções dos Museus do Vaticano, tendo sido fundada pelo Papa Nicolau V, em 1450. Esta é composta por um conjunto de colecções que foram adquiridas ao longos dos séculos e que englobam moedas, camafeus, mobiliário, esculturas antigas, pedras, cristais, bronzes, marfins, entre outros. Este museu é composto por várias secções distintas.
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| Pormenor da Biblioteca do Vaticano |
Pátio da Pinha
O Pátio da Pinha tem este nome devido a uma grande pinha de bronze que tem lugar de destaque no semicírculo de um dos edifícios dos Museus e que pertencia a uma das fontes das termas privadas de Agripa, nobre romano. E bem no centro do jardim, encontramos uma bonita e enorme esfera dourada, Sfera con Sfera, do artista italiano Arnaldo Pomodoro
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| Sfera con Sfera |
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| Pinha que dá nome ao Pátio |
Espero ter conseguido dar-vos uma pequenina ideia do que são os Museus do Vaticano e qual a sua história. Devo dizer que não ia com grandes expectativas para esta visita pois não sou grande amante de arte, mas saí de lá completamente maravilhada e cheia de vontade de um dia lá voltar, desta vez com muito mais conhecimento sobre o que irei ver.
Espero que tenham gostado.
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