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Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego

A Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego é um percurso turístico-cultural que permite descobrir a rica história medieval da região do Rio Mondego, em Portugal. Este roteiro destaca-se pelas suas fortificações medievais, castelos e muralhas históricas, associadas à chamada Linha defensiva do Mondego e que preservam a memória de séculos de ocupação e defesa territorial.

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Turismo Militar em Portugal

O Ministério da Defesa Nacional em conjunto com a Direção de Serviços de Infraestruturas e Património da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional criaram o projeto do Turismo Militar. Este tem como objectivo fomentar o conhecimento, a investigação, a cooperação, a divulgação assim como a promoção de todo o Património móvel e imóvel, material e imaterial, de cariz militar. Ao mesmo tempo acabando por promover a imagem das Forças Armadas e contribuindo para a memória e identidade de Portugal como Nação.

Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego

O Centro de Portugal é particularmente rico em locais ligados à história militar do nosso país. Como tal, foi criada a Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego, onde quem faz a rota é convidado a conhecer cada uma das fortificações enquanto dispositivo militar orgânico evolutivo. Mas também perceber um pouco mais sobre a cooperação bélica nesta zona, entre o mundo cristão e o mundo muçulmano.

Por outro lado, os municípios que integram a Rede de Castelos e Muralhas do Mondego promovem, ao longo do ano, várias atividades e eventos temáticos cujo objetivo é dinamizar e promover o património.

Antigo Castelo de Miranda do Corvo

A origem do Antigo Castelo de Miranda do Corvo permanece com algumas dúvidas. Contudo sabe-se que em 998 já existia uma torre e que ao longo das décadas seguintes foi sendo acrescentada, principalmente a partir de 1064. Com a conquista de Coimbra, Dom Senando Davides, governador do território a sul do Douro, inicia importantes reformas nos castelos que envolvem e protegem a cidade de Coimbra, nomeadamente o Castelo de Miranda do Corvo.

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Mais tarde, por volta de 1116 o castelo foi cercado e conquistado pelos inimigos e a maior parte da população foi morta ou feita prisioneira. Em 1136, já sob domínio cristão, Miranda do Corvo recebeu a carta de foral, pelas mãos de Dom Afonso Henriques. Assim, o antigo castelo acabou por voltar a ter um papel importante na defesa da linha do Mondego e da cidade.

Atualmente os únicos vestígios do Antigo Castelo de Miranda do Corvo são uma torre e uma cisterna e no local foi edificada uma Igreja.

Castelo de Pombal

O Castelo de Pombal foi erigido entre 1156 e 1171, por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários e assumiu-se como o posto mais avançado na linha defensiva do Mondego. Mas este castelo além de fazer parte da rede de fortalezas da bacia do Mondego, articulava-se também com outros territórios mais a sul, que estavam sob o domínio da Ordem dos Templários. Como por exemplo, Ceras, Tomar e Almourol, formando uma atalaia sobre as principais vias do reino. Este é uma fortaleza de planta poligonal irregular e no interior do seu recinto era possível encontrar várias construções essenciais à vida dos freires. Nomeadamente, uma igreja e o paço, residência do mestre.

Castelo de Pombal - Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego
Castelo de Pombal – Por Celia Ascenso – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=16724625

Atualmente, o castelo encontra-se bem conservado e integra o Palácio de Dom Manuel I. Além disso, é ainda possível encontrar as ruínas da antiga igreja matriz de Pombal, conhecida como a Igreja de Santa Maria do Castelo.

Castelo de Soure

Acredita-se que o Castelo de Soure foi erigido pelo Conde Sesnando Davides, entre 1065 e 1091, para integrar a linha defensiva do Mondego. Por volta de 1128 foi doado por Dona Teresa à Ordem dos Templários, algo que permaneceu depois da eleição de Dom Afonso Henriques, tornando-se aqui a sede da Ordem em Portugal. Quando se deu a extinção da Ordem, o castelo assim como o domínio de Soure passaou para a Ordem de Cristo, através de Bula Papal.

Castelo de Soure - Turismo Militar - Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego
Castelo de Soure – CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=627601

Complexo Monumental de Santiago da Guarda

O Complexo Monumental de Santiago da Guarda faz parte do Paço Manuelino, Condes de Castelo Melhor, assim como de uma Villa tardo-romana dos séculos IV-V e uma torre quatrocentista. O Paço Manuelino é uma residência senhorial quinhentista, que foi construída sobre a Villa romana. Dada a sua localização o Complexo Monumental constituiu um reduto estratégico militar privilegiado, por altura da Reconquista Cristã, tornando.se um complemento importante à guarda de Coimbra.

Complexo Monumental de Santiago da Guarda - Rota dos Castelos e Muralhas do Mondego
Complexo Monumental de Santiago da Guarda (Fonte: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL – Complexo Monumental de Santiago da Guarda – Portugal, CC BY-SA 2.0)

Atualmente, é possível visitar o espaço e apreciar uma coleção riquíssima de mosaicos policromados romanos, ver uma oficina de arqueologia e ainda um centro de documentação.

Torre e Fortaleza de Buarcos

As características de Buarcos, na linha da costa atlântica, tornaram-na num local privilegiado tanto para o trato comercial como para as investidas das armadas inimigas. Assim, foi necessário desde cedo criar um estrutura de defesa no local. O atual Forte terá sido construído já durante o século XVI e XVII, no local de outras estruturas militares ali existentes e que com o tempo se tornaram obsoletas. Este foi construído como uma linha fortificada ao longo de cerca de 700 metros, como parte integrante de um sistema de proteção da enseada. Nele é possível encontrar três baluartes, o Baluarte da Nazaré, Baluarte do Rosário e o Baluarte de São Pedro.

Torre e Fortaleza de Buarcos
Torre e Fortaleza de Buarcos – (Fonte: Por Maria rosa anttonen – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0)

Castelo de Montemor-o-Velho

O Castelo de Montemor-o-Velho é de origem muçulmana e possui uma posição estratégica muito cobiçada quer pelas tropas cristãs, quer pelas tropas muçulmanas, tendo sido palco de inúmeras batalhas, principalmente por altura da Reconquista. Este é um castelo de planta irregular e ovalada formado pela estrutura original, a torre de menagem e um amplo recinto amuralhado. Ao longo da muralha é possível ver várias torres e vários formatos e no interior da cerca conserva-se ainda a Igreja de Santa Maria da Alcáçova.

Castelo de Penela

O Castelo de Penela data do século XI e com a reconquista definitiva de Coimbra este passou a ter um papel decisivo na linha defensiva da cidade, principalmente pela sua posição estratégica na estrada que ligava o Baixo Mondego a Pombal e Santarém e que tornava Penela um ponto de passagem obrigatórios dos exércitos muçulmanos. Erigido no topo da colina, caracteriza atualmente pela Porta da Vila, a Porta da Traição assim como alguns vestígios da Torre de Menagem.

Turismo Militar - Visitar Penela
Castelo de Penela

Visitar Penela: o que ver e fazer na vila medieval portuguesa

Castelo de Germanelo

O Castelo de Germanelo, localizado no Rabaçal, no munícipio de Penela, é uma das joias históricas da região Centro de Portugal. Esta fortificação medieval destaca-se pelo seu património arquitetônico e pela importância estratégica que teve ao longo dos séculos, servindo como ponto de defesa e observação. Construído na Idade Média, o castelo fazia parte do sistema defensivo das muralhas do Mondego, protegendo aldeias e rotas comerciais da região. Ao longo do tempo, sofreu modificações, mas ainda mantém torres e muros impressionantes, que refletem a arquitetura militar da época.

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Torre do Anto

A Torre do Anto é uma das fortificações históricas da cidade de Coimbra. Construída durante a Idade Média, a torre fazia parte do sistema defensivo da cidade, protegendo as muralhas e servindo como ponto estratégico de vigilância. A torre integra o conjunto de fortificações que cercavam Coimbra, uma cidade de grande importância estratégica ao longo dos séculos. Com sua arquitetura robusta, a Torre do Anto representa o património militar medieval português e reflete a evolução das técnicas de defesa urbana na época. Ao visitar a torre terá vistas privilegiadas sobre Coimbra, permitindo perceber a disposição histórica das muralhas e ruas medievais.

Curiosidades sobre Coimbra

Torre de Almedina

A Torre de Almedina é uma das mais importantes fortificações medievais de Coimbra, situada no coração da cidade. Construída no século XII, fazia parte das muralhas que protegiam a cidade e é hoje um símbolo histórico do passado defensivo de Coimbra. A torre integrava o sistema defensivo das muralhas da cidade, controlando o acesso a Coimbra e protegendo os seus habitantes. Ao longo dos séculos, sofreu transformações, mas mantém estruturas originais, como arcos góticos e elementos da arquitetura militar medieval portuguesa. Em algumas ocasiões, a torre recebe exposições relacionadas à história e cultura local.

Coimbra, cidade dos estudantes
Arco da Almedina

Coimbra, cidade dos estudantes

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